O Direito da Primeira Noite, "foi uma alegada instituição que teria vigorado na Idade Média, permitindo ao Senhor Feudal, no âmbito de seus domínios, desvirginar uma noiva na sua noite de núpcias." (Wikipedia)
Lenda ou não, infelizmente vemos atos de barbaridade similar sendo cometidos nos dias de hoje. Segundo uma lenda urbana, existe uma igreja nada pequena situada nas Minas Gerais, onde o Senhor daquele feudo religioso também exerce o seu "Direito da Primeira Noite". Contudo, não se trata de um direito à virgindade das noivas; trata-se do "direito feudal" de falar aos noivos em sua primeira noite como casados.
Se na lenda medieval, a noiva era fisicamente violentada, na lenda urbana o dano é causado no psicológico dos noivos. "Quem é este que não nos conhece e de maneira tão impessoal vem falar em nosso dia tão especial?" A barbárie é cometida e aplaudida por vassalos daquele senhor do feudo religioso, sem o mínimo de senso crítico. Nem mesmo as lágrimas e decepção dos pobres noivos são respeitadas. As piadas toscas, as historinhas para-boi-dormir, uma leitura bíblica com cara de "esse camarada não estudou o texto e inventou uma leitura sem sentido para falar de última hora", dentre outros abusos que são assistidos com empatia por uns e antipatia por outros.
Lendas ou não, estas história falam de homens que se apoderam, sem direito, da vida de outras pessoas. Homens que menosprezam os desejos alheios, pois só enxergam seus próprios desejos: bajulação e prestígio, ainda que forçados. Como poderia esquecer as noivas da lenda medieval, daquele a quem a deflorou, contra a sua vontade? Como poderão os noivos se esquecer daquele personagem tão distante de sua realidade que veio lhes dar um sermão tão impessoal?
O feudalismo chegou ao seu fim quando as redes comerciais se ampliaram, o sistema de trocas foi sendo substituído pela moeda, o surgimento da burguesia e, assim, o feudo ficou pequeno demais para a população: a visão de mundo dos vassalos medievais ampliou-se e, com isso, o poder do senhor feudal foi diminuindo até cessar-se. De igual modo, o poder do senhor do feudo religioso acaba quando seus vassalos religiosos ampliarem sua visão de mundo, buscando uma maior compreensão sobre Deus, sobre a religião e o papel da Igreja no mundo. Quando isso acontecer, o feudo religioso acaba e outros noivos não serão mais violentados por velhos asquerosos e ensimesmados. Então, essas histórias serão apenas lendas, distantes da futura realidade vivida entre os homens.
Lenda ou não, infelizmente vemos atos de barbaridade similar sendo cometidos nos dias de hoje. Segundo uma lenda urbana, existe uma igreja nada pequena situada nas Minas Gerais, onde o Senhor daquele feudo religioso também exerce o seu "Direito da Primeira Noite". Contudo, não se trata de um direito à virgindade das noivas; trata-se do "direito feudal" de falar aos noivos em sua primeira noite como casados.
Se na lenda medieval, a noiva era fisicamente violentada, na lenda urbana o dano é causado no psicológico dos noivos. "Quem é este que não nos conhece e de maneira tão impessoal vem falar em nosso dia tão especial?" A barbárie é cometida e aplaudida por vassalos daquele senhor do feudo religioso, sem o mínimo de senso crítico. Nem mesmo as lágrimas e decepção dos pobres noivos são respeitadas. As piadas toscas, as historinhas para-boi-dormir, uma leitura bíblica com cara de "esse camarada não estudou o texto e inventou uma leitura sem sentido para falar de última hora", dentre outros abusos que são assistidos com empatia por uns e antipatia por outros.
Lendas ou não, estas história falam de homens que se apoderam, sem direito, da vida de outras pessoas. Homens que menosprezam os desejos alheios, pois só enxergam seus próprios desejos: bajulação e prestígio, ainda que forçados. Como poderia esquecer as noivas da lenda medieval, daquele a quem a deflorou, contra a sua vontade? Como poderão os noivos se esquecer daquele personagem tão distante de sua realidade que veio lhes dar um sermão tão impessoal?
O feudalismo chegou ao seu fim quando as redes comerciais se ampliaram, o sistema de trocas foi sendo substituído pela moeda, o surgimento da burguesia e, assim, o feudo ficou pequeno demais para a população: a visão de mundo dos vassalos medievais ampliou-se e, com isso, o poder do senhor feudal foi diminuindo até cessar-se. De igual modo, o poder do senhor do feudo religioso acaba quando seus vassalos religiosos ampliarem sua visão de mundo, buscando uma maior compreensão sobre Deus, sobre a religião e o papel da Igreja no mundo. Quando isso acontecer, o feudo religioso acaba e outros noivos não serão mais violentados por velhos asquerosos e ensimesmados. Então, essas histórias serão apenas lendas, distantes da futura realidade vivida entre os homens.

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