sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

Expansão do metrô de Belo Horizonte

Foi prometido em 2011 aos cidadãos de minha cidade a expansão do metrô, investindo mais de 3,16 bilhões na cidade. Após a conclusão das melhorias, o atendimento do serviço de transporte deveria abranger em quase cinco vezes a quantidade atual de passageiros e sua extensão passaria de 28 para 44 km, segundo o site Metrominas.

Passados mais de dois anos após a promessa feita, nenhum trilho sequer foi colocado, nenhuma estação sequer ganhou local para ser construída e tão pouco houve acréscimo de vagões do antigo metrô. O trânsito caótico da capital mineira é um problema que afeta a vida de todos os cidadãos. Os ônibus superlotados e disputam espaço com os muitos carros, uma vez que a pista exclusiva está em obras para receber o BRT. Não se pode culpar o cidadão que sai de casa de carro para evitar as filas para pegar ônibus cheios e, quase sempre, atrasados. No frigir dos ovos, todos somos vítimas do mesmo problema. E, infelizmente, coniventes também.

O Governo de Minas culpa o Governo Federal pelo atraso nas obras. Em resposta, o Governo Federal afirma que a verba está liberada e que as obras não iniciaram ainda porque o Governo de Minas ainda não apresentou os devidos projetos. E no meio disso está o cidadão que sem saber o que fazer acompanha tudo atônito.

É ano de eleição para presidente, para governador e para senador. Há muita coisa envolvida nisso. Pouco importa quem está dizendo a verdade. O que mais importa é o que está por trás disso tudo é o câncer que consome dia após dia, ano após ano, eleição após eleição o povo brasileiro. Governantes liberam, embargam, atrasam e colocam entraves em obras a bel prazer apenas para não fazer "propaganda política" para um possível adversário na próxima campanha. Já vi isso acontecer aqui em Minas quando outro governador acusava o Governo Federal por não liberar verbas para manutenção das estradas federais que cortam o Estado.

É muito triste ver que as quatro horas diárias que passo no trânsito de carro, num percurso de quarenta e quatro quilômetros total, poderiam ser abrangidas se tivéssemos um transporte público melhor. E mais triste ainda é concluir que a qualidade de vida do belorizontino é reduzida por mera disputa político-partidária. É lamentável que aqueles que deveriam melhorar nossas vidas a fazem pior apenas por disputa territorial. Não estamos jogando "WAR", meus amigos. É de pessoas que estamos tratando. "Mas quando o perverso toma o governo, o povo geme" (Pv 29.2).

Nenhum comentário:

Postar um comentário